Meu filho não cresce! O que devo fazer?


A Baixa Estatura é uma queixa comum e recorrente nos consultórios de Endocrinologia Pediátrica e envolve grande preocupação entre os pais. 

Não são raros os casos em que a família procura ajuda, demonstrando aflição importante em relação a altura dos pequenos, afinal, sabemos que ser alto é o socialmente desejável em nossa cultura! A imagem de pessoas altas remete, automaticamente a pessoas bem-sucedidas, saudáveis e bonitas: atletas, modelos, grandes empreendedores...Ter filhos altos é o sonho (mesmo que inconsciente) de todas as famílias.


Os distúrbios do crescimento podem ter causas variadas como:  Padrão Genético Familiar, Doenças Crônicas, Síndromes Genéticas, Distúrbios de Absorção de Alimentos, Uso de Medicações que afetam o crescimento e até mesmo causas emocionais. 

Apesar dessa gama de fatores envolvidos, a maioria das crianças caracterizadas com estatura baixa são, na verdade, crianças completamente saudáveis que possuem apenas um crescimento mais lento, que não comprometerá a estatura definitiva.

Mas, afinal, o que é Baixa Estatura? O conceito de Baixa Estatura é caracterizado por Estatura avaliada pelo gráfico de Z score da Organização Mundial de Saúde, menor que -2.



A suspeita pode vir do pediatra geral, no acompanhamento da velocidade de crescimento da criança, porém comumente o diagnóstico é suspeitado pelos olhos da própria criança ou família. Isso acontece quando: 

- A criança passa a ser a menor da turma (ou a primeira da fila, na escola). ⠀⠀

- O número das roupinhas e sapatos permanecem os mesmos por muito tempo, ou são de tamanho equivalente a crianças mais novas.

- O primo da mesma idade é mais alto e desenvolvido.

- A criança se incomoda por situações como: não ter o mesmo tamanho que os amigos da escola, da turma do futebol ou não ter altura suficiente para jogar no time de basquete, por exemplo.


Para essas situações a investigação se faz necessária. Os distúrbios de crescimento são tratados conforme a causa. A maioria deles é resolvido logo que regularizado o fator causador. 

Na ausência de patologias que justifiquem o atraso de crescimento, quando o padrão de crescimento da criança está em desacordo com a altura dos pais, ou há desproporçãoevidente entre o desenvolvimento do esqueleto e a idade cronológica, é necessário realizar avaliações clínicas e laboratoriais detalhadas.

O uso do hormônio de crescimento é restrito aos casos onde há deficiência do hormônio do crescimento (GH) comprovada ou em situações genéticas, congênitas ou sociais específicas em que a criança pode se beneficiar do uso do citado hormônio. Em todos os casos a intervenção precoce é muito importante e melhora, consideravelmente, os resultados. 

Vamos ficar de olho?!

 

Beijos,

 

Dra. Marilia Potter 

| CRM-SP 165.668 |


Pediatra, membro Titular da Sociedade Brasileira de Pediatria. Endocrinologista Pediátrica formada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP e Membro Titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. 

Poliklinik Serviços Médicos – Av Eusébio Matoso, 403 – Pinheiros. São Paulo/SP.

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